Wikipédia Quem Somos Mulher 500 Publicações Parceiros Links Home Contato Home
  Nesta seção além de obter informações sobre as temáticas relacionadas ao papel da mulher na história do Brasil, você pode também nos ajudar a construir de maneira participativa e democrática o Dicionário Mulheres do Brasil - Volume II, através desta ferramenta.  
COLABORE
Login:
   
Senha:
   
Cadastre-se aqui
  Esqueci minha senha
 
Mini-biografias contidas no "Dicionário Mulheres do Brasil Volume I (publicado) e Volume II (a publicar).
 
Busca Alfabética
| A-C | D-G | H-L | M-P | Q-Z |
Busca Avançada
Nome:
Século:  
Estado:  
Etnia/Cor:  
Atividade:  
Palavra-chave  
Volume:   I II (Wiki)
 
  Guia de referência bibliográfica com a temática de gênero, etnico-raciais e direitos humanos.  
Busca
Palavra-chave:
   
Artigos, Dissertações e Teses.
Busca
Palavra-chave:
Tipos:
Nesta seção estamos disponibilizando cartazes produzidos pelo Movimento Feminista, Movimento de Mulheres, Ong's e Instituições públicas; que tratam de temáticas relacionadas a defesa dos Direitos Humanos das Mulheres.
Busca
Palavra-chave:
Categoria:
 

 

Wikipédia
Em breve!
acervo e pesquisa - biografia de mulheres
detalhes

Jardelina Acácia de Figueiredo (1877 – 1966) - VOLUME 2

Século:

XX
Estado: TO
Etnia/cor: Desconhecida
Atividade: Costureira e funcionária pública
Descrição:

Jardelina Acácia de Figueiredo nasceu em São José do Tocantins, atualmente Tocantinópolis, cidade ao norte do Estado de Goiás, hoje pertencente a Tocantins, em 21 de junho de 1877. Filha de Germana Acácia de Figueiredo e Gregório Acácio Figueiredo, chefe político local, um republicano que não escondia sua vontade de transformar o Brasil, ao contrário dos monarquistas da época.

No ano da proclamação da República, em 1889, quando completava 12 anos de idade, Jardelina conheceu o Capitão Antonio Francisco Mendes Machado, de 52 anos, Comandante da Força Pública, e que havia lutado na Guerra do Paraguai. Casou-se com ele dois anos depois e tiveram oito filhos.

Moraram nas cidades goianas de Leopoldina (hoje, Aruanã), Goiás Velho (Cidade de Goiás) e Alemão (atualmente, Palmeiras de Goiás), onde, em 1910, o Capitão Machado foi nomeado Coletor de Impostos e Jardelina, Agente dos Correios.

Nessa época, revela-se o pioneirismo de Jardelina. A fim de facilitar o seu trabalho e, principalmente ficar em evidência para a população, instala a primeira agência dos Correios da região na sala da frente de sua própria casa. Transforma-se num ponto de referência para os cidadãos de Alemão. Além disso, Jardelina era exímia costureira e, mesmo acumulando suas tarefas, conseguia ainda ajudar o marido e educar os filhos com amor.
Em 1926, ano em que fica viúva, a Coluna Prestes, comandada pelo General Miguel Costa, chega à cidade. Sem parar em nenhum outro local, a tropa procura exatamente a Agência do Correio. Ao saber que uma costureira era a chefe da agência, o general manda chamá-la. Estupefato ao ver uma mulher de pequena estatura e de aparência frágil chefiando um órgão público, fica meio desconcertado, mas mesmo assim, encosta um revólver na cabeça de Jardelina, intimando-a a entregar imediatamente as malas postais. Diante do absurdo daquela situação, pois era de sua responsabilidade a inviolabilidade da correspondência, ela reage com determinação e diz: “O senhor vai matar a última viúva da Guerra do Paraguai ?” O general fica ainda mais desconcertado. Abaixa o revólver e manda que seus soldados saqueiem todas as malas. Apesar das lágrimas de Jardelina, os homens de Miguel Costa, bastante constrangidos, rompem os lacres e retiram todo o dinheiro remetido na postagem.

Em 1927 deixa o cargo que lhe deu muita alegria e também muita tristeza. No ano seguinte, após muitas dificuldades financeiras, a costureira Jardelina e suas duas filhas solteiras, Carolina e Acácia, mudam-se para Vianópolis, ponto final da Estrada de Ferro Goiás. A vida difícil da viúva, sem nenhum amparo do governo, seria um pouco amenizada com a Revolução de 1930, quando as encomendas de fardas para os soldados aumentam. Aos poucos, os brins cáqui vão enchendo a casa. E isso acontece até 1932, quando irrompe a Revolução Constitucionalista de São Paulo, garantindo a Jardelina e suas filhas, seu próprio sustento.

Ainda no ano de 1932, acontece um fato que a ex-agente do Correio jamais iria esquecer, fazendo-a lembrar de seu primeiro emprego: a chegada do primeiro avião do Correio Aéreo Nacional - o “aeroplano” - no campo de futebol da cidade.
Nos anos 50, ainda mantendo a costura como sua fonte de renda, Jardelina Acácia de Figueiredo chega a Goiânia com as filhas, onde falece aos 89 anos, no dia 18 de julho de 1966. (Colaboração Francisco Humberto Mendonça de Araujo).

 


COMENTÁRIOS

REDEH 2008 ©. Todos os direitos reservados.