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acervo e pesquisa - biografia de mulheres
detalhes

Ruth Rachou (1927 - ) - VOLUME 2

Século:

XX
Estado: SP
Etnia/cor: Branca
Atividade: Bailarina
Descrição:

Ruth Rachou (17 de agosto de 1927)

Bailarina, pioneira da dança moderna no Brasil

Foi por imposição da mãe que Ruth Margarida da Silva, paulistana de ascendência alemã, aos quatro anos tomou contato com a dança. Anos mais tarde diria que, apenas a partir da adolescência tomou gosto e decidiu estudar mais aprofundadamente dança clássica, até realizar o teste e ser aprovada em 1954, para o Ballet IV Centenário, berço do pensamento moderno da dança no Brasil.

Com a extinção da Companhia Ballet IV Centenário, pelo então prefeito Jânio Quadros, em dezembro de 1955, cerca de 60 pessoas ficaram na rua da noite para o dia. Muitos dos estrangeiros (as) não tiveram outra opção a não ser o retorno a seus países.

Para sobreviver Ruth Rachou, como ficou conhecida, dançou em vários grupos, entre os quais, o “Ballet do Museu de Arte de São Paulo” e participou ainda de filmes musicais produzidos nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Entre 1960 e 1967 trabalhou na TV Record, na ocasião a emissora de maior audiência do país e que dedicava parte de sua programação a musicais.

Nesse período, em que atuava como coreógrafa e diretora do núcleo de dança da Record recebeu o prêmio Roquete Pinto como coreógrafa do Balé da Record e travou contato com a Sonia Shaw, ocasião em que se encantou com a forma diferente de suas aulas, bem como, das técnicas de aquecimento que até então desconhecia.

A coreógrafa americana estava no Brasil para montar os espetáculos Tio Samba e Squindô, nos quais Ruth participou como bailarina. Instalou-se em Ruth a curiosidade sobre essa nova maneira de dançar e ensinar. Na busca de respostas constatou que poucas escolas no país adotavam essa nova dança. Por intermédio de outra americana ouviu falar de Martha Graham e dança moderna.

Em 1967 Ruth já estava matriculada na escola de Marta Graham, em Nova Iorque (EUA) e ouviu da própria mestra que teria que começar do princípio. Assim fez. Passou pelos níveis básico e médio até chegar ao avançado. Aprofundou-se ainda nas técnicas de Merce Cunningham e José Limón, outros dois grandes expoentes da dança moderna americana de então.

Após participar do Festival de Dança de Connecticut (EUA) retorna ao Brasil e participa de várias atividades, atuando como solista no Ballet Contemporâneo de São Paulo e no espetáculo Vestido de Noiva. Dentre as muitas coreografias que desenvolve, destaca-se a criada para o espetáculo “Zebedeu”, que representa o Brasil nos Festivais de Nancy, na França, e Wroclaw, na Polônia e para a TV Cultura.


Em 1972 abre sua própria escola e dança como solista nos espetáculos “Caminhada” e “Isadora, Ventos e Vagas”, “Dédalo e o Redemunho” e “Amargamassa”, Em 1978, participa do movimento “Arte Aberta”, dançando “Edipus Corpus Cristo” e no ano seguinte produz a dança “Sonho de Valsa”.


Em 1980 é eleita em assembléia da classe como presidente da Comissão de Dança da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Cultura de São Paulo e cinco anos depois, 1985, assessora Klauss Vianna na direção do Balé da Cidade.

Entre 1985 e 1987, produz e dirige a mostra “Inventores da Dança”, que se afirma como espaço pioneiro para a revelação de novos coreógrafos. A interpretação do papel de Isadora Duncan, no espetáculo “Nijinsky”, de Naum Alves de Souza, acontece em 1987.

Sua escola passa a oferecer também na década de 1980, cursos inéditos em escolas de dança, entre eles o curso multidisciplinar “Corpo Inteiro”, um projeto piloto para o ensino da dança no Ensino Médio. Destaca-se também como presença constante em festivais de dança pelo país.

Em 1989 torna-se responsável pelo ensino de dança moderna na Escola de Bailados da Prefeitura de São Paulo, onde esteve por quase quinze anos. Desde o início da década de 1990, além de comprometida com a divulgação da técnica de Martha Graham dedica-se também aos ensinamentos de Joseph Pilates, método que estudou nos Estados Unidos e defende estar contribuído mundialmente para o aperfeiçoamento técnico de bailarinos(as).

A partir de 1992, em cooperação com o CENA, Centro de Encontro das Artes, realiza o projeto “A Técnica Conta a Dança”, no qual a história da dança moderna é ensinada de uma forma prática. Como diretora e coreógrafa, cria o Grupo de Dança Ruth Rachou.

Seu retorno aos palcos como bailarina ocorreu em 2000, no projeto “Feminino na Dança” do Centro Cultural São Paulo, mesmo ano em que foi homenageada na 2ª Bienal de Dança, no SESC de Santos e estréia o solo “Dançarinar”. Em março de 2002, estréia o solo “Depois de Ontem”, no projeto “As Damas da Dança” no SESC Ipiranga, em São Paulo e no SESC Santo André. Em 2003 dança “A Promessa” no espetáculo Gala 3 no Teatro Procópio Ferreira e um ano depois apresenta “A Promessa” no Teatro Alfa e Teatro. Em 2005 apresentou-se no Tetro Alfa e Teatro Sérgio Cardoso.

A trajetória de vida dessa mulher de personalidade aberta e desbravadora, e que não por acaso veio ao mundo no mesmo ano de morte de Isadora Duncan (1927) - precursora da dança moderna e defensora de uma dança livre de espartilhos, meias e sapatilhas de ponta-, e que foi concebida no ano em que Martha Graham fundava sua Companhia de Dança na América do Norte-, foi essencial para sedimentar a formação de qualidade da dança no país. Ruth Rachou batalhou toda sua vida por uma ampla formação dos bailarinos(as) forjada dentro e fora da sala de aula.
Aos 80 anos, em 2008, Ruth Rachou participou do lançamento de sua biografia, de autoria de Bernadette Figueiredo e Izaías Almada, publicada pela Caros Amigos, Editora de São Paulo. A homenagem à bailarina contou ainda com a exposição Re-Tratos e com o espetáculo Vir a Ser.
Também o Projeto Figuras da Dança, da São Paulo Companhia de Danças, do Governo do Estado de São Paulo, cuja proposta é incentivar o registro e a preservação da memória da dança brasileira no país lhe prestou homenagem no mesmo ano. Ruth é uma das personalidades que teve sua vida revisitada e disponibilizada em vídeo e fotos. O material não é comercializado, mas distribuído para instituições educativas e culturais, principalmente as que dispõem de biblioteca pública, além de universidades e ONGs.

Em setembro de 2010 recebeu do Governo do Estado de São Paulo a Medalha dos Bandeirantes, que lhe foi concedida pelo mérito cultural.

 

 

 

 


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